Recente entrevista de AJ
AJ deu uma entrevista ao “The Chronicle Herald” falando sobre diversos momentos da carreira dos BSB. Na matéria ele cita a passagem pelo Rio de Janeiro em 2001. Você confere a tradução completa da reportagem e vê em destaque o momento em que ele fala do Brasil.
Backstreet’s Back!Já nem tão garotos, os pop stars cresceram, envolvidos pelo lema “melhores homens de negócios, melhores artistas”.
Por Stephen Cooke – Repórter30 de Julho
Não há como negar: no pico de sua carreira, os Backstreet Boys foram a maior sensação da música pop.
Nos anos 90, as suas músicas com batidas pré-moldadas e harmonia infundida faziam a alegria dos jovens. Enquanto seguiam uma fórmula parecida com o Monkees, eles conseguiram criar uma sólida base de fãs ao redor do mundo que ainda os permite continuar a gravar álbuns e investir em turnês, como a que chegará neste sábado ao Halifax Metro Centre.
Em uma ligação de sua casa em West Hollywood, AJ McLean é convidado a falar sobre a turnê e comenta sobre um probleminha recente em sua garganta – “Ela ainda está me incomodando um pouco, mas definitivamente está melhorando… É só usar gengibre em tudo! Chá de gengibre, mel de gengibre e descansar as cordas vocais” – mas ao mesmo tempo ele vem pra entrevista com os pés no chão e é sincero ao falar do sucesso meteórico do grupo, além de falar também sobre o esforço de continuar a fazer músicas que ainda façam sentido para eles, já que todos então na casa dos trinta anos, e que também tenha mais a ver com a realidade de seus fãs, que estão mais preocupados com suas carreiras e famílias do que com MTV e batons.
Certamente quando McLean se juntou a Nick Carter, Howie Dorough, Brian Littrell e Kevin Richardson (que deixou a banda em 2006 para investir em sua carreira no teatro musical), eles não tinham a menor idéia do sucesso que fariam na música pop. Talvez imaginassem que lançariam um álbum e alguns hits, e não que teriam um resultado estrondoso após 15 anos corridos de carreira, com seis álbuns lançados e mais de 100 milhões de cópias vendidas. “Isso é uma loucura! Você meio que precisa se tocar do que está acontecendo.”, disse AJ.
“Eu venho dizendo isso há anos, que ainda não me dei conta do que está acontecendo. Mesmo quando estávamos no topo de nossas carreiras, com Millennium e Black and Blue, eu não conseguia enxergar que nós éramos um grupo como este!”.
“Nós ainda somos apenas quatro caras que amam dançar e cantar, um bando de bobos da Flórida e Kentucky que fazem o que amam fazer. Nós somos caras normais, mas as pessoas nos colocam num pedestal… E isso traz uma certa pressão! Mas nós não somos perfeitos e não fingimos ser perfeitos.”.McLean brinca que se os Backstreet Boys um dia resolverem escrever um livro sobre as suas experiências, o mesmo será um concorrente de “War and Peace” em termos de tamanho e quantidade de páginas, com várias histórias de dias e noite difíceis, contendo alguns momentos onde uma legião de fãs formou barricadas em frente aos hotéis. “Algumas vezes era engraçado, outras era meio assustador e até mesmo triste”, ele se lembra.
“Nós constantemente nos lembramos de quão loucas as coisas podem ser: na viagem de divulgação “Black and Blue Around The World” nós estávamos no Rio e nós íamos apenas fazer algumas entrevistas para rádios e canais de TV no hotel e 48 mil pessoas apareceram lá. Foi muita loucura! Esse é o tipo de coisa que você vê acontecer com Michael Jackson ou Madonna. Nós somos apenas um bando de bons garotos do Sul.”.
“Nós só pensamos que estávamos fazendo música pop, mas há algo muito inspirador nisso tudo e é um chute no traseiro parar e pensar no que você realmente faz.”.
Neste livro também seria necessário citar o homem responsável pelos Backstreet Boys, o guru das boy bands, Lou Pearlman, que recentemente recebeu a sentença de 25 anos de prisão por sonegação de impostos. Trabalhando com o produtor do New Kids On The Block e tendo como empresário Johnny Wright, ele colocou o quinteto da Flórida (bem como o *Nsync e artistas menos famosos como Aaron Carter e O-Town) nos holofotes, mas, compreensivelmente, os sentimentos de AJ sobre seu empresário-criador são bons.
“Eu acho que tudo acontece da maneira que tem que ser, pode ser bom, ruim ou indiferente, mas o karma é triste!” ele disse. “Nós temos que ser agradecidos a ele por ter nos dado essa chance, então sempre estaremos em débito com ele!”
“Ao mesmo tempo, Justin (Timberlake) disse perfeitamente: tudo o que vai, volta [what goes around, comes around – citando um single de Justin]. Isso é o que nós estávamos esperando, ia acontecer alguma hora, nós só não sabíamos quando. É uma infelicidade e triste, mas nós tivemos que gerenciar as nossas carreiras e isso nos fez melhores empresários e, eu espero, melhores artistas.”.
Em seu ultimo album, Unbreakable, os Backstreet Boys não tiveram vergonha de fazer um pop dançante e baladinhas grudentas, mas há também algumas faixas que mostram que eles não dependem de grandes produções e que mostram o crescimento real do grupo em termos de som e composições.
Gravar um álbum agora é muito diferente de antes, do que McLean se refere como “ditadura” do começo de carreira, onde tudo era planejado para eles. Mas ele diz que sente que a razão pela qual o grupo ainda está na ativa é porque eles aprenderam desde cedo a importância de lutar por seu controle criativo.
“Nós definitivamente ganhamos e aprendemos muito com os produtores e compositores com os quais nós trabalhamos.”, ele disse. “Agora nós vemos bandas como Red Hot Chili Peppers e Radiohead que tomam conta de toda a carreira deles e que discutem com as gravadoras, fazendo tudo girar em torno de música e criatividade”.
“Eu amo isso e eu apóio totalmente essa idéia, e eu acho que é por isso que tem mais de nós nesse último álbum do que no anterior, e eu só consigo pensar aonde nós chegaremos com o álbum que vamos começar a gravar no próximo ano. Nós estaremos mais a par com o som e as composições, e nós temos comentado que poderemos chegar ao ponto de nós mesmos fazermos todas as músicas.”.“Ainda não chegamos lá, mas nós estamos sempre aprendendo sobre o processo de composição e da expertise da produção, e nós somos muito felizes por estarmos envolvidos com isso.”
Fonte: The Chronicle Herald
Créditos: BSBChina Tony @ LD
Traduçãoo: Equipe BSB-BRASIL.com
Backstreet’s Back!Já nem tão garotos, os pop stars cresceram, envolvidos pelo lema “melhores homens de negócios, melhores artistas”.
Por Stephen Cooke – Repórter30 de Julho
Não há como negar: no pico de sua carreira, os Backstreet Boys foram a maior sensação da música pop.
Nos anos 90, as suas músicas com batidas pré-moldadas e harmonia infundida faziam a alegria dos jovens. Enquanto seguiam uma fórmula parecida com o Monkees, eles conseguiram criar uma sólida base de fãs ao redor do mundo que ainda os permite continuar a gravar álbuns e investir em turnês, como a que chegará neste sábado ao Halifax Metro Centre.
Em uma ligação de sua casa em West Hollywood, AJ McLean é convidado a falar sobre a turnê e comenta sobre um probleminha recente em sua garganta – “Ela ainda está me incomodando um pouco, mas definitivamente está melhorando… É só usar gengibre em tudo! Chá de gengibre, mel de gengibre e descansar as cordas vocais” – mas ao mesmo tempo ele vem pra entrevista com os pés no chão e é sincero ao falar do sucesso meteórico do grupo, além de falar também sobre o esforço de continuar a fazer músicas que ainda façam sentido para eles, já que todos então na casa dos trinta anos, e que também tenha mais a ver com a realidade de seus fãs, que estão mais preocupados com suas carreiras e famílias do que com MTV e batons.
Certamente quando McLean se juntou a Nick Carter, Howie Dorough, Brian Littrell e Kevin Richardson (que deixou a banda em 2006 para investir em sua carreira no teatro musical), eles não tinham a menor idéia do sucesso que fariam na música pop. Talvez imaginassem que lançariam um álbum e alguns hits, e não que teriam um resultado estrondoso após 15 anos corridos de carreira, com seis álbuns lançados e mais de 100 milhões de cópias vendidas. “Isso é uma loucura! Você meio que precisa se tocar do que está acontecendo.”, disse AJ.
“Eu venho dizendo isso há anos, que ainda não me dei conta do que está acontecendo. Mesmo quando estávamos no topo de nossas carreiras, com Millennium e Black and Blue, eu não conseguia enxergar que nós éramos um grupo como este!”.
“Nós ainda somos apenas quatro caras que amam dançar e cantar, um bando de bobos da Flórida e Kentucky que fazem o que amam fazer. Nós somos caras normais, mas as pessoas nos colocam num pedestal… E isso traz uma certa pressão! Mas nós não somos perfeitos e não fingimos ser perfeitos.”.McLean brinca que se os Backstreet Boys um dia resolverem escrever um livro sobre as suas experiências, o mesmo será um concorrente de “War and Peace” em termos de tamanho e quantidade de páginas, com várias histórias de dias e noite difíceis, contendo alguns momentos onde uma legião de fãs formou barricadas em frente aos hotéis. “Algumas vezes era engraçado, outras era meio assustador e até mesmo triste”, ele se lembra.
“Nós constantemente nos lembramos de quão loucas as coisas podem ser: na viagem de divulgação “Black and Blue Around The World” nós estávamos no Rio e nós íamos apenas fazer algumas entrevistas para rádios e canais de TV no hotel e 48 mil pessoas apareceram lá. Foi muita loucura! Esse é o tipo de coisa que você vê acontecer com Michael Jackson ou Madonna. Nós somos apenas um bando de bons garotos do Sul.”.
“Nós só pensamos que estávamos fazendo música pop, mas há algo muito inspirador nisso tudo e é um chute no traseiro parar e pensar no que você realmente faz.”.
Neste livro também seria necessário citar o homem responsável pelos Backstreet Boys, o guru das boy bands, Lou Pearlman, que recentemente recebeu a sentença de 25 anos de prisão por sonegação de impostos. Trabalhando com o produtor do New Kids On The Block e tendo como empresário Johnny Wright, ele colocou o quinteto da Flórida (bem como o *Nsync e artistas menos famosos como Aaron Carter e O-Town) nos holofotes, mas, compreensivelmente, os sentimentos de AJ sobre seu empresário-criador são bons.
“Eu acho que tudo acontece da maneira que tem que ser, pode ser bom, ruim ou indiferente, mas o karma é triste!” ele disse. “Nós temos que ser agradecidos a ele por ter nos dado essa chance, então sempre estaremos em débito com ele!”
“Ao mesmo tempo, Justin (Timberlake) disse perfeitamente: tudo o que vai, volta [what goes around, comes around – citando um single de Justin]. Isso é o que nós estávamos esperando, ia acontecer alguma hora, nós só não sabíamos quando. É uma infelicidade e triste, mas nós tivemos que gerenciar as nossas carreiras e isso nos fez melhores empresários e, eu espero, melhores artistas.”.
Em seu ultimo album, Unbreakable, os Backstreet Boys não tiveram vergonha de fazer um pop dançante e baladinhas grudentas, mas há também algumas faixas que mostram que eles não dependem de grandes produções e que mostram o crescimento real do grupo em termos de som e composições.
Gravar um álbum agora é muito diferente de antes, do que McLean se refere como “ditadura” do começo de carreira, onde tudo era planejado para eles. Mas ele diz que sente que a razão pela qual o grupo ainda está na ativa é porque eles aprenderam desde cedo a importância de lutar por seu controle criativo.
“Nós definitivamente ganhamos e aprendemos muito com os produtores e compositores com os quais nós trabalhamos.”, ele disse. “Agora nós vemos bandas como Red Hot Chili Peppers e Radiohead que tomam conta de toda a carreira deles e que discutem com as gravadoras, fazendo tudo girar em torno de música e criatividade”.
“Eu amo isso e eu apóio totalmente essa idéia, e eu acho que é por isso que tem mais de nós nesse último álbum do que no anterior, e eu só consigo pensar aonde nós chegaremos com o álbum que vamos começar a gravar no próximo ano. Nós estaremos mais a par com o som e as composições, e nós temos comentado que poderemos chegar ao ponto de nós mesmos fazermos todas as músicas.”.“Ainda não chegamos lá, mas nós estamos sempre aprendendo sobre o processo de composição e da expertise da produção, e nós somos muito felizes por estarmos envolvidos com isso.”
Fonte: The Chronicle Herald
Créditos: BSBChina Tony @ LD
Traduçãoo: Equipe BSB-BRASIL.com



























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